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14-Mar-2008 |
Em 2002 voltei para minha cidade natal (Linhares), depois de passar vários anos fora (em São Paulo e Vitória). Escolhemos uma casa no centro da cidade onde eu e Minha esposa grávida de 4 meses moraríamos. Com o passar do tempo, descobrimos que o local tão bem localizado também era uma passagem de andarilhos e menores que com a ocasião realizavam pequenos furtos e invasões, tornando o que deveria ser tranqüilo em uma preocupação contínua com a nossa segurança. Como se não bastasse isto, ainda, nossa casa (alugada), tinha um muro que, devido ao declive do terreno e da rua, ficava a altura do tornozelo de quem estivesse no terreno baldio localizado logo acima. Como todos poderiam concluir, começamos a sofrer com pequenos furtos e a decisão por reforçar a segurança logo chegou...Claro que além de levantar o muro (agora do nosso lado com quase 4 metros, mas, para o vizinho, míseros 1,5m), decidimos comprar um cão de guarda para proteger o nosso quintal e família. Comecei a busca escolhendo a melhor raça pra situação, o que não foi difícil, pois, além de eu já ter uma admiração pelos Rotts, a cada informação colhida aumentava a certeza de que esta era a raça ao qual eu necessitava. Decidido a comprar uma Rottweiler fêmea comecei a procurar uma que me agradasse, e como um bom Brasileiro fui aos jornais. Após algumas visitas cheguei muito próximo a comprar um filhote em uma cidade próxima a minha. Foi quando o destino me ajudou, e eu comprei uma revista especializada em cães e lendo os anúncios de ninhadas encontrei o canil Daigoro’s com uma ninhada de 2 para 3 meses de idade. Imediatamente, liguei e reservei a minha cadelinha a 1200 km da minha casa. Logo após liguei para meu irmão que morava em Sorocaba e providenciei a vinda dela, que coincidentemente seria muito próximo ao nascimento de minha filha Isabela.
No final de abril nasce a minha filha e chega a minha primeira Rottweiler: uma fêmea linda que conquistou a todos como um raio. Amiga e carinhosa, logo demonstrou porque a raça é admirada por tantos, ao nos deixar tranqüilos no seu relacionamento com a minha filha e a todos de casa. Daigoro’s WD Donna Gaia, veio pra aumentar a minha admiração e me fazer passar de um simples proprietário a criador da raça. Mas, os problemas de furtos não pararam imediatamente. Pelo contrário, a minha aquisição para resolver o problema acabou se tornando alvo da ganância dos ladrões que agora queriam roubar a minha cadela a todo o custo. Chegando a puxá-la duas vezes pelo muro acima com uma corda e sabe Deus como consegui recupera-la. Agora eu perdia as noites vigiando o mais novo membro da família, tendo que no auge da situação, retirá-la de minha casa, colocando-a em outro local afim de não perdê-la (ela estava com 8/9 meses, ou seja, um filhote bem pesado, mas filhote). Com 1 ano e 2 meses, Donna contava com um temperamento mais adulto, permitindo trazê-la de volta pra casa, pronta pra fazer a guarda do local. E posso dizer que desde então, até o dia em que me mudei daquela casa para a que eu vivo agora, nunca mais houve qualquer incidente, inclusive com os vizinhos, pois a minha Donna mostrava para todos quem era a “dona” da rua, mas sem perder a ternura com a família e sem nunca nos deixar dúvidas da confiança que poderíamos ter em relação a ela.Hoje já é avó, e eu pai de 2 meninas, e vamos juntos tentando melhorar a raça Rottweiler em uma criação artesanal, mas dentro dos controles que a raça exige para manter e melhorar os padrões e saúde.
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